Outras amazônias » Ilha do Marajó

A Ilha de Marajó pode ser considerada um lugar à parte do Brasil. A vida é mais calma, a fauna e a flora são exóticas e as paisagens mudam de tempos em tempos. Mesmo nas principais cidades, Soure e Salvaterra, há búfalos pastando no meio das ruas. Uma prova de que, a tranqüilidade e a natureza, felizmente, ainda reinam por aqui.

Localizada bem ao norte do estado do Pará, esta é a maior ilha fluviomarinha do mundo. Em toda a Ilha de Marajó moram cerca de 250 mil pessoas, quatro vezes menos que na capital do Pará. No Marajó, as matas e os campos se transformam, entre fevereiro e maio, em enormes regiões alagadas, mas de uma beleza ímpar. Banhada pelo Oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins, Marajó conta com a maior criação de búfalos do Brasil. O vaqueiro, aliás, é o personagem típico da ilha. Soure, que é considerada a capital, tem pouco mais de 20 ruas e todas são conhecidas por números. A 5ª avenida é a principal.

A caça é totalmente proibida em toda a região da ilha. Aprecie e preserve o cenário. As praias, praticamente inexploradas, são o grande atrativo. A praia do Pesqueiro, em Soure, é uma das preferidas, tanto pela população, quanto pelos visitantes. Nas poucas barraquinhas perto dos coqueiros à beira-mar, você pode saborear deliciosos peixes da região. Na maré baixa, a distância da faixa de areia até o mar na praia do Pesqueiro chega a quase um quilômetro.

Praia do Pesqueiro

Se você quer mais sossego, vá à praia de Araruna, também em Soure. Para chegar, o visitante passa por um mangue e um ninhal de garças, numa agradável travessia de barco. Em Salvaterra, cidade vizinha, você pode se refrescar do constante calor da ilha. A vila de Joannes, onde também há ruínas de construções dos jesuítas, a Água Boa e a Praia Grande são as melhores escolhas.

Artesanato...
Um dos pontos fortes da Ilha de Marajó é o seu artesanato. Diz-se que os exemplares mais antigos da cerâmica marajoara são de 980 a.C., e os originais mais recentes datam do século XVIII. Com grande influência indígena e portuguesa, o artesanato da Ilha de Marajó é bastante conhecido e admirado na região. A cerâmica marajoara é o que mais se destaca, mas não deixe de apreciar o trabalho feito em couro, plantas e raízes aromáticas.

Saboreie...
A paisagem da Ilha de Marajó é composta por florestas, gramados, lagos, praias de mar e de rio. Portanto, já se pode imaginar a variedade e a riqueza da sua culinária como: o frito do Vaqueiro, prato tradicional da Ilha de Marajó. Mas, para saborear o frito do vaqueiro em algum restaurante, é bom que você faça o pedido com algumas horas de antecedência; Os tucunarés, os tamuatás e os pirarucus são servidos com os temperos e raízes extraídos da própria mata, seguindo as tradições indígenas. No fim de tarde, nada como saborear um tacacá, uma espécie de sopa que leva camarão e jambu (raiz que deixa uma leve sensação de dormência na boca). Os nativos garantem que é afrodisíaco.

Quanto à música, o ritmo da ilha é o carimbó. Lendas e tradições estão sempre presentes na vida dos habitantes. O Festival de Quadrilhas e Boi-Bumbá, que acontece na segunda quinzena de junho em Soure, e a festa de Nossa Senhora de Nazaré, em novembro, encantam a todos com a mistura de cores e a alegria contagiante.  
Seja como for, não deixe de conhecer a Ilha de Marajó. Um lugar diferente e único que, talvez por estar distante de tudo, consegue preservar a sua identidade. A riqueza da fauna e da flora no local é completamente selvagem.
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